RSS FEED

Tu

O silêncio que fazes é o medo que sinto.
Quis compreender o que não se dizia:
O óbvio da tua evidência é apenas o tempo,
No qual escreves teu nome.
Tive que ser pequeno o suficiente para pensar-me grande,
E só então percebi que é na humildade do teu silêncio
Que fazes a glória do teu nome.
Numa obra grandiosa demonstraste toda tua sabedoria;
Eu, verme da terra, envergonhei-me de minhas tão arrogantes pretensões.
A solidão dos meus dias revelam meus anseios.
No amor tão grande, belo e puro é que resides:
No sentimento sem mácula é que transitas,
Na beleza harmônica de atos e obras é que descansas.
Eu, de muito a aprender de ti, careço:
Ainda pequeno sou,
Minha razão me cega,
Meu orgulho estanca meus passos.
Choro por não compreender o que dizes,
Dia e noite essa saudade oprime meu peito.
Minhas obras são nada, eu nada construí.
Não sei teu nome e nem onde resides,
E apenas o pressinto na perfeição das tuas obras.
Quem és tu? Onde estás?

Mostra-me minha mãe, pai e irmãos,
Vem, e me ensina o caminho:
E eu terei, das chagas
A cura
E só enfim serei outro.

1 comentários:

Krallissa

Que belo!!! um dia acabamos compreendendo e nos transformando!

Postar um comentário

Return top